Uma história simples XI
No dia seguinte foi trabalhar como de costume. Encerrado no escritório, não teve olhos a não ser para os seus números e livros de contas. Qualquer outro pensamento parecia-lhe irrelevante. O dia passou sem que ele tivesse dado por isso. Às oito horas da noite, como sempre, estava na estação à espera do comboio. O jovem já se encontrava sentado no seu lugar habitual. Viu-o ao longe e ia para se levantar para lhe dar o lugar mas Eduardo fez-lhe sinal para que permanecesse sentado. Em Campolide, quando alguns lugares ficaram vagos, foi sentar-se em frente dele. No momento em que o comboio seguiu viagem, deixando para trás a cidade, o jovem começou a tagarelar e ele ouvia-o.
Falou-lhe das aulas, mostrou-lhe os livros; palrava e chalreava, parecia não se lembrar de nada, como se a noite anterior nunca tivesse existido. Mas Eduardo permanecia em silêncio, entalado no seu fato de três peças. Tens alguma coisa? perguntou-lhe Henrique, estás zangado comigo? Como é infantil, pensou Eduardo; uma criança adorável, se os costumes fossem diferentes... ponderou sorrindo. Não, não tinha nada, apenas estava um pouco cansado, do escritório. Queres aoanhar um pouco de ar, propôs-lhe, que tomemos um café... Eduardo levantou os olhos e examinou-o. Tinha um ar simultaneamente inocente e perverso. Por um momento hesitou mas depois acabou por semicerrar os olhos em sinal de consentimento. E se voltássemos a Lisboa? Se ele tivesse a mais leve objecção, deveria dizer, é claro. Eduardo sentiu uma certa relutância mas estava determinada a mostrar-lhe que não tinha preconceitos. Não me importo, disse, como queiras.
Passaram pelo restaurante - Eduardo lançou-lhe uma rápida olhadela - deram a volta ao quarteirão, saíram no Princípe Real e acabaram numa pastelaria. À sua volta, vitrinas, bolos, boiões com rebuçados, taças com marmelada.
Começaram de novo a falar dos estudos do jovem - é verdade, que novidades da bolsa de estudo? - mas era óbvio que a conversa não adiantava. Não era palavras o que realmente queriam; era olhar um para o outro, tocar as mãos, acariciar o cabelo, roubar um beijo. Ficaram a olhar-se em silêncio. Viste, disse o jovem, percebes agora porque fujo de pastelarias, seria muito melhor se tivéssemos uma casa, um quarto nosso. Mas não faríamos nada, disse Eduardo, sentar-nos-íamos tal como agora. Nada, prometeu Henrique. No máximo, deixavas que te abraçasse. Importar-te-ias? perguntou-lhe. Eduardo mordeu os lábios. Só se me prometesses que te portavas bem, disse ele. Tinhas que jurar! E pousou os dedos nos lábios de Eduardo. Estavam a escaldar!
Uma vez mais abriram a porta verde, subiram a escada que rangia, chegaram ao pequeno quarto com os posters e os homens nus. Deita isto fora, ordenou-lhe Eduardo. Ele apressou-se a obedecer. Sentaram-se à beira da cama, brincando com as franjas de uma colcha envelhecida. Henrique... começou a dizer ele mas já Henrique o abraçava. Não tinha nada debaixo da camisola e das calças, excepto um diminuto e apertado slip, como o de um bebé. No caso de Eduardo, custou-lhe muito tirar o casaco, o colete, desapertar a gravata, desabotoar a camisa. Latejava da cabeça aos pés repetindo com lábios trémulos, estou doido, estamos ambos doidos. Mas quando se encontrou debaixo da colcha, daquela manta esfiapada que picava os corpos, foi Eduardo o primeiro a colar a boca nos lábios de Henrique. Que franzino que és, murmurou-lhe ao ouvido, que cintura tão fina! A cabeça à roda, o seu corpo ardia como uma fornalha. Com os corpos juntos era como se uma força demoníaca os tivesse unido, assim tão difíceis de desemaranhar. E quando Eduardo, a dado momento, tentou apagar a luz do candeeiro da mesa de cabeceira, o jovem, apertando-lhe o braço, deteve-o. Não, disse-lhe, quero ver os teus olhos, quero ver tudo!
Mais tarde sentaram-se aos pés da cama, meio-vestidos, a fumar. Diz-me, perguntou Eduardo, trazes muitos rapazes para aqui? Fez a pergunta com o rosto afogueado, um rosto que ainda ardia. Henrique baixou a cabeça. Era belo, assim despenteado, com o pescoço nu, a luz do candeeiro a fazer sobressair as vértebras ao longo da curva graciosa das suas costas. Não trago rapazes, disse-lhe, gosto de homens maduros. E sempre gostaste de andar com homens mais velhos? sim, disse com vivacidade, com homens da tua idade e apertou os lábios obstinadamente. Conta-me como foi a primeira vez, pediu-lhe Eduardo. Ora, por acaso, na rua; era um homem quarentão, alto, moreno, com ombros largos. Foi ele que me abordou e propôs-me que o acompanhasse. E aceitaste? perguntou Eduardo. Por acaso aceitei, estava a pensar no dinheiro. Recebeste dinheiro dele? exclamou o homem horrorizado. Sim, mas depois gostei e esqueci-me do dinheiro. E para onde foram? Para uma pensão, cheirava mal, senti-me incomodado, queria ir-me embora; mas depois, no dia seguinte e nos outros dias, tudo o que queria era fazer amor com ele outra vez! E agora, ainda vês esse homem? perguntou-lhe. Não, respondeu-lhe rindo, como seria possível vê-lo? E a tua amiga arquitecta sabe dessa história? perguntou-lhe com um toque de reprovação na voz. Ela nem sequer imagina, disse o jovem, essa vive na lua. Tomou-o nos braços e beijou-o. Vamos, Eduardo, não te faças difícil, vais representar agora o papel de casto em defesa da honra. Não te fica bem; afinal não sou um homem? Sim, um homem, disse-lhe, é por isso que tens este quarto, para aqui trazeres os casados... O Henrique voltou-se e olhou-o fixamente. Sim, exactamente; e tu, porque vieste comigo esta noite?
Olharam-se nos olhos. Inclinaram-se e deixaram que as suas bocas se tocassem suavemente. Um tremor passou pelos lábios de Eduardo. Quem te ensinou a beijar assim? perguntou ele. Mas antes que ele pudesse dizer uma palavra, cobriu-lhe os lábios com os dedos como se os quisesse selar. Pendurou-se-lhe no pescoço, passou-lhe a mão pelos cabelos. Tens um cabelo bonito, liso. Gostava que as minhas filhas tivessem o cabelo como o teu, o delas encrespa com frequência. Continuas a pensar na tua família, queixou-se Henrique, não consegues deixar de pensar nela. A propósito, não te perguntei nada da tua mulher, o que fazes com ela? De repente Eduardo corou. Obrigas-me a dizer coisas que nunca disse a ninguém, em lado algum, respondeu ele. E tu, quando me perguntas, disse-lhe, julgas que são coisas que digo a qualquer um? Tens que saber tudo sobre mim? perguntou-lhe Eduardo. Tudo, respondeu-lhe, a partir de aagora não deve haver segredos entre nós. Há anos que não faço amor com ela, disse Eduardo e levantou-se.
Pôs-se em frente do espelho, de pé, e começou a pentear-se. Se não dormem juntos, insistiu o jovem, tentando meter o pé no sapato de Eduardo, então o que fazem? Apenas vivemos juntos, disse o homem. Disse-o de um modo frio, como se falasse para si mesmo, olhando severamente para a sua imagem reflectida no espelho. De certeza que a amas, disse Henrique, aposto que sentes o mesmo que todos os homens casados; esta noite não significa nada para ti a não ser uma aventura, uma pausa na rotina. E para ti, disse Eduardo, uma aventura entre tantas... Olharam-se através do espelho, surpreendidos por terem chegado a tal grau de intimidade.
De repente Eduardo voltou-se para Henrique. As suas mãos tremiam segurando a escova do cabelo e todo ele tremia. Tu não podes compreender, disse-lhe, és muito novo, não sabes o que é vivermos com uma pessoa de que não gostamos, uma pessoa que nada significa para nós! E então porquê? disse Henrique, perplexo, pegando na mão de Eduardo. Há um momento na nossa vida em que escolhemos, disse Eduardo, quer queiramos quer não, ou as circunstâncias escolhem por nós... Bem, bem, disse o jovem e acariciou-lhe o cabelo para o acalmar. Os fios de cabelo, soltos e recém-penteados, pareciam fibras vegetais. Então porque é que não te separaste antes de ser tarde demais? E não parava de o acariciar. Pouco tempo depois de termos casado, disse Eduardo, pensei no divórcio. Até cheguei a consultar um advogado, um amigo de infância. André, disse-lhe, quero divorciar-me da Silvia, diz-me o que é preciso fazer, quero que trates de tudo. Estava decidido. Por que razão, perguntou-me, o que é que te deu de repente? E quando lhe disse o motivo, riu-se e bateu-me amigavelmente no ombro. Ora Edu, estás a portar-te como uma criancinha de escola, ninguém é suposto estar apaixonado pela mulher ou pelo marido, o casamento é apenas uma questão de hábito, e é melhor que te acostumes à ideia: a felicidade é isso, ainda não percebeste, meu parvinho, ainda não aprendeste?
Bem, agora aprendeste e percebeste, disse Henrique. Eduardo baixou os olhos. Ficaram em silêncio, um ao lado do outro. O fato escuro contra a camisola vermelha. Vamos, temos que ir embora, disse Henrique como se falasse para uma criança, limpa os olhos, é tarde, a tua família vai começar a ficar preocupada. Sim, vamos embora, disse Eduardo, a tua amiga pode aparecer e encontrar-nos aqui. Passaram pela porta verde. Caminharam até à rua da Escola Poltécnica e apanharam um táxi. Henrique saiu em Coina, Eduardo seguiu para o Pinhal Novo.
Falou-lhe das aulas, mostrou-lhe os livros; palrava e chalreava, parecia não se lembrar de nada, como se a noite anterior nunca tivesse existido. Mas Eduardo permanecia em silêncio, entalado no seu fato de três peças. Tens alguma coisa? perguntou-lhe Henrique, estás zangado comigo? Como é infantil, pensou Eduardo; uma criança adorável, se os costumes fossem diferentes... ponderou sorrindo. Não, não tinha nada, apenas estava um pouco cansado, do escritório. Queres aoanhar um pouco de ar, propôs-lhe, que tomemos um café... Eduardo levantou os olhos e examinou-o. Tinha um ar simultaneamente inocente e perverso. Por um momento hesitou mas depois acabou por semicerrar os olhos em sinal de consentimento. E se voltássemos a Lisboa? Se ele tivesse a mais leve objecção, deveria dizer, é claro. Eduardo sentiu uma certa relutância mas estava determinada a mostrar-lhe que não tinha preconceitos. Não me importo, disse, como queiras.
Passaram pelo restaurante - Eduardo lançou-lhe uma rápida olhadela - deram a volta ao quarteirão, saíram no Princípe Real e acabaram numa pastelaria. À sua volta, vitrinas, bolos, boiões com rebuçados, taças com marmelada.
Começaram de novo a falar dos estudos do jovem - é verdade, que novidades da bolsa de estudo? - mas era óbvio que a conversa não adiantava. Não era palavras o que realmente queriam; era olhar um para o outro, tocar as mãos, acariciar o cabelo, roubar um beijo. Ficaram a olhar-se em silêncio. Viste, disse o jovem, percebes agora porque fujo de pastelarias, seria muito melhor se tivéssemos uma casa, um quarto nosso. Mas não faríamos nada, disse Eduardo, sentar-nos-íamos tal como agora. Nada, prometeu Henrique. No máximo, deixavas que te abraçasse. Importar-te-ias? perguntou-lhe. Eduardo mordeu os lábios. Só se me prometesses que te portavas bem, disse ele. Tinhas que jurar! E pousou os dedos nos lábios de Eduardo. Estavam a escaldar!
Uma vez mais abriram a porta verde, subiram a escada que rangia, chegaram ao pequeno quarto com os posters e os homens nus. Deita isto fora, ordenou-lhe Eduardo. Ele apressou-se a obedecer. Sentaram-se à beira da cama, brincando com as franjas de uma colcha envelhecida. Henrique... começou a dizer ele mas já Henrique o abraçava. Não tinha nada debaixo da camisola e das calças, excepto um diminuto e apertado slip, como o de um bebé. No caso de Eduardo, custou-lhe muito tirar o casaco, o colete, desapertar a gravata, desabotoar a camisa. Latejava da cabeça aos pés repetindo com lábios trémulos, estou doido, estamos ambos doidos. Mas quando se encontrou debaixo da colcha, daquela manta esfiapada que picava os corpos, foi Eduardo o primeiro a colar a boca nos lábios de Henrique. Que franzino que és, murmurou-lhe ao ouvido, que cintura tão fina! A cabeça à roda, o seu corpo ardia como uma fornalha. Com os corpos juntos era como se uma força demoníaca os tivesse unido, assim tão difíceis de desemaranhar. E quando Eduardo, a dado momento, tentou apagar a luz do candeeiro da mesa de cabeceira, o jovem, apertando-lhe o braço, deteve-o. Não, disse-lhe, quero ver os teus olhos, quero ver tudo!
Mais tarde sentaram-se aos pés da cama, meio-vestidos, a fumar. Diz-me, perguntou Eduardo, trazes muitos rapazes para aqui? Fez a pergunta com o rosto afogueado, um rosto que ainda ardia. Henrique baixou a cabeça. Era belo, assim despenteado, com o pescoço nu, a luz do candeeiro a fazer sobressair as vértebras ao longo da curva graciosa das suas costas. Não trago rapazes, disse-lhe, gosto de homens maduros. E sempre gostaste de andar com homens mais velhos? sim, disse com vivacidade, com homens da tua idade e apertou os lábios obstinadamente. Conta-me como foi a primeira vez, pediu-lhe Eduardo. Ora, por acaso, na rua; era um homem quarentão, alto, moreno, com ombros largos. Foi ele que me abordou e propôs-me que o acompanhasse. E aceitaste? perguntou Eduardo. Por acaso aceitei, estava a pensar no dinheiro. Recebeste dinheiro dele? exclamou o homem horrorizado. Sim, mas depois gostei e esqueci-me do dinheiro. E para onde foram? Para uma pensão, cheirava mal, senti-me incomodado, queria ir-me embora; mas depois, no dia seguinte e nos outros dias, tudo o que queria era fazer amor com ele outra vez! E agora, ainda vês esse homem? perguntou-lhe. Não, respondeu-lhe rindo, como seria possível vê-lo? E a tua amiga arquitecta sabe dessa história? perguntou-lhe com um toque de reprovação na voz. Ela nem sequer imagina, disse o jovem, essa vive na lua. Tomou-o nos braços e beijou-o. Vamos, Eduardo, não te faças difícil, vais representar agora o papel de casto em defesa da honra. Não te fica bem; afinal não sou um homem? Sim, um homem, disse-lhe, é por isso que tens este quarto, para aqui trazeres os casados... O Henrique voltou-se e olhou-o fixamente. Sim, exactamente; e tu, porque vieste comigo esta noite?
Olharam-se nos olhos. Inclinaram-se e deixaram que as suas bocas se tocassem suavemente. Um tremor passou pelos lábios de Eduardo. Quem te ensinou a beijar assim? perguntou ele. Mas antes que ele pudesse dizer uma palavra, cobriu-lhe os lábios com os dedos como se os quisesse selar. Pendurou-se-lhe no pescoço, passou-lhe a mão pelos cabelos. Tens um cabelo bonito, liso. Gostava que as minhas filhas tivessem o cabelo como o teu, o delas encrespa com frequência. Continuas a pensar na tua família, queixou-se Henrique, não consegues deixar de pensar nela. A propósito, não te perguntei nada da tua mulher, o que fazes com ela? De repente Eduardo corou. Obrigas-me a dizer coisas que nunca disse a ninguém, em lado algum, respondeu ele. E tu, quando me perguntas, disse-lhe, julgas que são coisas que digo a qualquer um? Tens que saber tudo sobre mim? perguntou-lhe Eduardo. Tudo, respondeu-lhe, a partir de aagora não deve haver segredos entre nós. Há anos que não faço amor com ela, disse Eduardo e levantou-se.
Pôs-se em frente do espelho, de pé, e começou a pentear-se. Se não dormem juntos, insistiu o jovem, tentando meter o pé no sapato de Eduardo, então o que fazem? Apenas vivemos juntos, disse o homem. Disse-o de um modo frio, como se falasse para si mesmo, olhando severamente para a sua imagem reflectida no espelho. De certeza que a amas, disse Henrique, aposto que sentes o mesmo que todos os homens casados; esta noite não significa nada para ti a não ser uma aventura, uma pausa na rotina. E para ti, disse Eduardo, uma aventura entre tantas... Olharam-se através do espelho, surpreendidos por terem chegado a tal grau de intimidade.
De repente Eduardo voltou-se para Henrique. As suas mãos tremiam segurando a escova do cabelo e todo ele tremia. Tu não podes compreender, disse-lhe, és muito novo, não sabes o que é vivermos com uma pessoa de que não gostamos, uma pessoa que nada significa para nós! E então porquê? disse Henrique, perplexo, pegando na mão de Eduardo. Há um momento na nossa vida em que escolhemos, disse Eduardo, quer queiramos quer não, ou as circunstâncias escolhem por nós... Bem, bem, disse o jovem e acariciou-lhe o cabelo para o acalmar. Os fios de cabelo, soltos e recém-penteados, pareciam fibras vegetais. Então porque é que não te separaste antes de ser tarde demais? E não parava de o acariciar. Pouco tempo depois de termos casado, disse Eduardo, pensei no divórcio. Até cheguei a consultar um advogado, um amigo de infância. André, disse-lhe, quero divorciar-me da Silvia, diz-me o que é preciso fazer, quero que trates de tudo. Estava decidido. Por que razão, perguntou-me, o que é que te deu de repente? E quando lhe disse o motivo, riu-se e bateu-me amigavelmente no ombro. Ora Edu, estás a portar-te como uma criancinha de escola, ninguém é suposto estar apaixonado pela mulher ou pelo marido, o casamento é apenas uma questão de hábito, e é melhor que te acostumes à ideia: a felicidade é isso, ainda não percebeste, meu parvinho, ainda não aprendeste?
Bem, agora aprendeste e percebeste, disse Henrique. Eduardo baixou os olhos. Ficaram em silêncio, um ao lado do outro. O fato escuro contra a camisola vermelha. Vamos, temos que ir embora, disse Henrique como se falasse para uma criança, limpa os olhos, é tarde, a tua família vai começar a ficar preocupada. Sim, vamos embora, disse Eduardo, a tua amiga pode aparecer e encontrar-nos aqui. Passaram pela porta verde. Caminharam até à rua da Escola Poltécnica e apanharam um táxi. Henrique saiu em Coina, Eduardo seguiu para o Pinhal Novo.

8 Comments:
Uma história simples com onze capítulos??? É dose... ainda gostava de ver uma história complicada ;)
Não sou nenhum entendido para que a minha opinião possa ter algum valor mas gostei da tua escrita. Muito. Escorre com uma ligeireza que nos prende ao texto do princípio ao fim.
Um abraço
(e até uma próxima história)
LOL Luís... e ainda não acabou. Chama-se História Simples porque tem principio, meio e fim. Mas podia chamar-se "Eduardo".
um abraço e até ao proximo capitulo
"ninguém é suposto estar apaixonado pela mulher ou pelo marido"
GLUP !!!
mar_maria
Maria, por favor, não te assustes. Essa frase faz todo o sentido "nesta" história, e apenas isso.
Não, não sou facilmente assustável, Manuel. :)
Foi mais um marcar presença, continuo atenta ao que escreves.
mar_maria
e, maria, aí está mais um episódio, o momento decisivo para o fim da história está proximo. Estou extenuado, sou tão trapalhão que até estou admirado por ainda não ter detectado incongruências na história. Não sei o que me deu para escrever tanto, logo eu que costumo ser tão conciso.
E isso não será também um método de trabalho?
O José Cardoso Pires dizia que escrevia, escrevia, escrevia e depois riscava, riscava, riscava até o texto emagrecer.
Tu és conciso e exacto. Vais ao osso.
Que mal tem escrever um pouco mais de vez em quando?
mar_maria
maria, não há mal nenhum escrever um pouco mais. Eu é que nunca consegui ter fôlego para manter uma história nos trilhos por mais de 15 páginas.
E quanto ao método de trabalho... não tenho... escrevo simplesmente, e vou colocando aqui sem rever. Acredites os não, disponibiolizo sempre o "first draft". O blog é, por assim dizer, a minha gaveta.
abraço
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